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Dois Poemas de Stálin: "Alba" e "Luar"



O homem de aço também escrevia poesia.




Alba


Abriu-se a rosa do botão, Na violeta se achegou, E com o vento de raspão, Na grama o lírio despertou. No céu, o pio da cotovia Passou por sobre o nuvaréu, E o rouxinol fez cantoria Do mato aos ninos, voz de mel: “Floresça, meu Sakartvelo! Na Pátria, que haja paz normal! Irmãos, instruam no louvor O amor por seu torrão natal!”




Luar


Como antes, voe sem fadiga Por sobre a terra enevoada, Dissolva as nuvens, muro em liga, Com sua auréola prateada. Ao horizonte espreguiçante Deslize com sorriso terno, O Monte Gélido acalante, Kazbek a te aspirar eterno. Mas saiba bem, quem fora inteiro Prostrado em pó na terra mansa, Com o Mtatsminda, Santo Outeiro, Se iguala ainda na esperança. Clareie este breu sem brilho Com luzes pálidas, traquinas, E, como outrora, retilíneo, Lumine a pátria-mãe tão minha. Eu vou dilacerar meu peito Para você, dar minha mão E ver, com ânimo desfeito, De novo o luar em seu clarão.




Stálin e Nadezhda




tradução: Erick Fishuk

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